“Não lamente a gaivota dourada que fugiu dos teus olhos na luz da manhã.
Não deixe que as lágrimas turvem a tua visão, enquanto ela foge além do prisma multicolorido do infinito.
Ali são mais doces os caminhos.
Já não vive a tormenta nem a dor.
O mar é de um azul mais vivo, porém, cristalino.
Com um fundo pontilhado de imensas dunas de areias brancas.
Não mais verá a tormenta da chuva, nem a tormenta do frio,
que muitas vezes penetrou o nosso corpo e nos faz mais sozinhos.
As praias são ensolaradas do outro lado do espelho e se tu não puderes ver o meu reflexo, eu posso ver o teu mundo.
A saudade que queima, em cada peito, as lembranças. . . “
Antonio Carlos
30/11/83
