Às calçadas do centro, que com o tempo se degastam.
Estampando em seus buracos as pegadas do pedestre apresado,
que pisoteia e esmaga seus dias em passos atarefados.
Que pressa de relógio é essa: contamos segundos e não histórias?
Nas calçadas do centro quero pintar poemas, desenhar uns contos
Para contar de andanças e reformar memórias gastas em outros tempos
Que o caminhante lerá com passos de leitor errante.
