Sabiá

Sabiá pulou do puleiro, caiu no terreiro,
bateu asas pra voar, voou.
Atravessou vento de porta aberta,
corrente de calor de coberta,
águas de um março bravo.
Viu paisagens esquecidas pelo tempo,
bem vividas e aquecidas pelo sol.
Tantos assobios de flautas, ele ouviu.
Todas canções azuis, cantou.
Adormeceu em silêncios profundos,
abraçado em asas amigas.


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